Mentiras Insinceras
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Como num dos mais inspirados momentos do Cazuza, mentiras sinceras (ou quase isso), interessam... Blogger

Nome: J.Daniels
Paranista e carioca
Advogado desempregado (as duas palavras mais feias da língua portuguesa)
Apanhando de um Direito que nunca gostou
24 anos, tentando acertar as cores desse troço
Não somos mais laranjas, mas ainda não tá bom...

Minta a vontade...

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Sábado, Março 25, 2006


É, eu sei que ando meio sem tempo pra escrever no blog.
Mas, achei brecha na minha conturbada agenda para compartilhar esse momento feliz com vocês.

Isso aconteceu numa sexta-feira, durante minhas duas torturosas semanas em Brasília.

Cansados e sem ter o que fazer (nosso "hotel" ficava numa cidade satélite, longe demais da capital e, sem transporte
decente), eram umas nove da noite. Eu e meu companheiro de viagem, o Geovane, resolvemos catar uma biboca qualquer
pra garantir a sagrada cerveja da sexta a noite.

Instalados num bar quase vazio, bebíamos sendo brindados com um DVD do show do Babado Novo, Ivete Sangalo, ou qualquer
porcaria equivalente. Ao lado do boteco, a movimentação era intensa no templo.
Sim, do lado havia uma dessas Universais genéricas e o culto comia solto, plena sexta dez da noite. A gente só ouvia os
murmúrios, alguns cânticos, abafados pelo belo espetáculo musical.

Pois no intervalo de uma música pra outra, fez-se o silêncio. E a voz do pastor apareceu limpa, clara, invadindo o ambiente,
aos berros, assombrando as testemunhas presentes no nosso bar.

"...POIS O DIABO É PIOR QUE SADDAM HUSSEIN!!!"




Bem mais tarde (tá, deviam ser umas onze horas, pouco antes de irmos embora que sábado era dia de labuta), surgiu a
segunda e fantástica pérola da noite.

Encerrado o culto, começou um animado show de forró na birosca. Os quase dez presentes ignoravam solenemente a mulher
que cantava. O que, talvez, nem fosse má idéia, visto que a qualidade era proporcional a tudo que eu já tinha visto na cidade
(lembro sempre que a única atração candanga realmente boa é o setor de embarque do aeroporto). Nós dois íamos
acompanhando acho que mais por piedade, por falta do que fazer que por qualquer outro motivo.

E foi então que a artista deu o golpe de misericórdia.

A "música" que ela "interpretava" (vai tudo entre aspas mesmo) era aquele troço que fez sucesso tempos atrás,
"Morango do Nordeste".

Chegou no refrão e ela tacou, no improviso:
"Ela é um morango, aqui do DF..."

Evidentemente, não pagamos couvert.



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